Benjamin Netanyahu, Primeiro-ministro de Israel, na Assembleia Geral das Nações Unidas em 27 de setembro de 2018. (Foto: Caption/YouTube) Benjamin Netanyahu, Primeiro-ministro de Israel, na Assembleia Geral das Nações Unidas em 27 de setembro de 2018. (Foto: Caption/YouTube)

Após denúncia de Israel, Agência Internacional de Energia Atômica encontra traços de urânio em “depósito nuclear secreto” do Irã.

Unidos com Israel

Neste domingo (8), a agência de notícia Reuters noticiou com exclusividade, que inspetores da AIEA, a Agência Internacional de Energia Atômica, encontraram traços de urânio em uma instalação em Teerã. O material é usado na fabricação de bombas nucleares.

Ainda segundo a Reuters, diplomatas que estão acompanhando o caso de perto, disseram que o material foi encontrado em uma inspeção da AIEA em abril deste ano.

Há dois meses, os inspetores da AIEA concluíram a análise dos materiais apreendidos e pediram ao regime iraniano que explicasse a presença do material radioativo no local. Segundo os diplomatas, até agora, o governo do Irã não forneceu qualquer explicação a Agência Internacional de Energia Atômica.

A existência de uma instalação nuclear secreta, como denunciado por Israel, é a prova de que o acordo nuclear firmado entre as potências mundiais e o Irã é baseado em uma mentira.

O acordo foi firmado em 2015, durante o mandato do ex-presidente americano Barack Obama. Israel se opôs veementemente a assinatura do tratado sob a alegação de que o Irã não havia abandonado seu programa nuclear e de que estava enganando o mundo.
Aparentemente, o tempo provou que Netanyahu estava certo.

Em maio de 2018, Donald Trump, Presidente do Estados Unidos, abandonou o acordo nuclear e impôs sanções ao Irã a as empresas que fizessem negócios com o país.

O Embaixador de Israel na Nações Unidas escreveu ontem em sua conta no Twitter que ao encontrar urânia no depósito secreto em Teerã, a Agência Nacional de Energia Atômica “confirmou as alegações de Israel”.

Denúncia na Assembleia Geral das Nações Unidas

Há aproximadamente um ano, o Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou o regime iraniano de possuir um “depósito atômico secreto”. A acusação foi feita durante o discurso de Netanyahu na Assembleia Geral da Nações Unidas em Nova Iorque.

 

 

Com a ajuda de cartazes com fotos e mapas que mostravam a localização exata do “depósito nuclear secreto”, o Primeiro-ministro israelense pediu que a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), inspecionasse o local antes que os iranianos pudessem esvaziar a instalação. Segundo ele, apenas no mês de agosto de 2018, o regime iraniano havia retirado 15kg de urânia do local.

“O que o Irã esconder, Israel irá encontrar” disse Netanyahu.

Há época, o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Zarif, rebateu as acusações e acusou Netanyahu de fazer um “show” na ONU. Teerã chegou a afirmar que a instalação era usada para lavar tapetes.