Arquivo: Ataque contra a sinagoga de Poway na Califórnia (AP Photo/Denis Poroy) AP Photo/Denis Poroy
The scene of a shooting attack at the Chabad of Poway synagogue in California. (AP Photo/Denis Poroy)

Número pode ser ainda maior já que a maioria das vítimas do antissemitismo não procuram as autoridades.


Por David Aghiarian, Unidos com Israel

Tel Aviv, 02/09/2021

 

De acordo com um relatório divulgado pelo FBI (Federal Bureau of Investigation), membros da comunidade judaica dos Estados Unidos foram alvo de 68% dos crimes de ódio motivados pela intolerância religiosa em 2020.

Ao todo, 7.759 crimes de ódio foram registrados pelo FBI em 2020. Entre eles, 4.939 foram motivados pela raça ou etnia, 1.051 pela intolerância religiosa e 1.051 pela orientação sexual das vítimas.

Ainda de acordo com o relatório, entre os 1.051 crimes de ódio motivados pela intolerância religiosa 676 foram praticados contra judeus. Ou seja, em 2020 nos Estados Unidos, 58% dos crimes de ódio religioso foram motivados pelo antissemitismo.

Presidente do Comitê Judaico dos Estados Unidos, David Harris condenou toda e qualquer forma de crime de ódio e disse que as minorias e seus direitos devem ser protegidos.

“Todo crime de ódio é hediondo e inaceitável, não importa a identidade da vítima. Devemos nos colocar ao lado de qualquer grupo que represente uma vítima. No entanto, é alarmante o fato de os judeus americanos, que representam apenas 2% da população dos Estados Unidos, sejam alvo de quase 60% dos crimes de ódio religioso”, disse Harris.

Mas apesar do relatório divulgado pelo FBI, que coletou apenas denúncias que chegaram as autoridades, o número de ofensas motivadas pelo antissemitismo pode ser muito maior. Isto, porque a grande maioria das vítimas não procura as autoridades para prestar queixa. Além de tudo, para que um incidente antissemita seja incluído no relatório do FBI, um crime deve ser constituído.

“Nós sabemos que o número de crimes de ódio é muito maior”, disse o FBI à Jewish Telegraphic Agency através de um comunicado.

Presidente da Liga Anti-Difamação (ADL), Jonathan Greemblatt disse que o relatório apresentado pelo FBI não representa a realidade.

“Os dados impulsionam as políticas públicas, sem uma visão claro do problema não há sequer como começar um estudo a fim de impedir o aumento do ódio e da violência”, disse Greenblatt.

De acordo com a ADL, organização que atua na luta contra o antissemitismo, mais de 2.000 ataques a judeus ocorreram nos Estados Unidos em 2020.