Reuven Rivlin, Presidente do Estado de Israel, toma a vacina da Pfizer contra o coronavírus (Mark Neyman, GPO) Reuven Rivlin, Presidente do Estado de Israel, toma a vacina da Pfizer contra o coronavírus (Mark Neyman, GPO)

Mais de 17% da população de Israel já recebeu a primeira dose da vacina desenvolvida pelas empresas Pfizer e BioNTech.


Por David Aghiarian, Unidos com Israel

Tel Aviv, 07/01/2020

 

À medida que Israel concluiu a primeira fase de sua campanha de vacinação contra o coronavírus, através da imunização dos profissionais da área da saúde, idosos e cidadãos com doenças graves, planos são feitos para o que fazer com os próximos lotes da vacina que chegarem ao país.

Até a manhã desta quinta-feira (7), 1.53 milhão de israelense já haviam recebido a primeira dose do medicamento desenvolvido pelas empresas Pfizer e BioNTech. No domingo, começam a ser administradas a segunda dose da vacina para todos aqueles que já receberem o imunizante.

“Combinei com o Primeiro-ministro (Benjamin Netanyahu), que a imunização dos profissionais da área da educação irá começar imediatamente”, tuitou o Ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz nesta quinta-feira.

Em um outro post, desta vez no Facebook, Gantz disse fará o possível para colocar vacinas à disposição dos profissionais da área da educação. Segundo ele, “para que os alunos israelenses possam estudar com segurança”.

Este é o momento de lembrar, que a vacinação em Israel não é obrigatória, mas um direito, gratuito, de todos os cidadãos do país, sejam eles judeus, cristãos, muçulmanos, drusos, ateus e etc.

A declaração do Ministro da Defesa de Israel veio horas depois da chegada ao país do primeiro lote da vacina contra o coronavírus desenvolvida pela empresa Moderna. Isto, após o uso do medicamente ser autorizado pelo Ministério da Saúde e a promessa de que o processo de envio começasse “em breve”.

Entusiasmo à parte, entra em vigor nesta sexta-feira (8) em Israel o enrijecimento das medidas de lockdown. Adotado pelas autoridades locais para conter o avanço do vírus chinês enquanto espera que a campanha de vacinação tenha o efeito esperado, este sombrio e controverso método de controle dos índices da pandemia limitará o direito à liberdade da população local como um todo.

Às vésperas do lockdown, Israel tem hoje 63.965 casos ativos de covid-19 quando apenas nas últimas 24h, 7.855 pacientes foram diagnosticados como portadores do vírus chinês e 6,3% dos mais de 130.000 testes concluídos ontem tiveram resultados positivos.

Por aqui, desde o início da pandemia, 470.151 casos de coronavírus já foram confirmados pelo Ministério da Saúde e 3.549 israelenses vieram à óbito.