Bennett adverte o Hamas: “a nossa paciência acabou" (foto: Amos Ben Guershon, GPO) Bennett adverte o Hamas: “a nossa paciência acabou" (foto: Amos Ben Guershon, GPO)

“Sete anos se passaram e nós ainda estamos lutando pela nossa sobrevivência”, disse o Primeiro-ministro de Israel durante uma cerimônia que homenageou os soldados do IDF que caíram em Gaza durante a operação Margem Protetora.


Por David Aghiarian, Unidos com Israel

Tel Aviv, 21/06/2021

 

Uma cerimônia realizada neste domingo em Jerusalém celebrou os 7 anos da operação “Margem Protetora”, conflito travado entre Israel e o Hamas durante os meses de julho e agosto de 2014. Também conhecida como a “Guerra de Gaza de 2014”, a operação foi deflagrada pelas forças israelenses depois do sequestro e assassinato de 3 adolescentes judeus por terroristas do Hamas e em resposta ao lançamento de centenas de foguetes contra o país.

A cerimônia foi realizada no cemitério militar e memorial Har Hertzl em Jerusalém e homenageou os 68 soldados das Forças de Defesa de Israel, IDF na sigla em inglês, que caíram durante os 50 dias de conflito. Estiverem presentes, além dos familiares das vítimas, o Presidente do Estado de Israel, Reuven Rivlin, o ministro da defesa Benny Gantz e o premiê Naftali Bennett, que aproveitou seu discurso para advertir o grupo terrorista Hamas.

Bennett lembrou que quase sete anos se passaram desde o fim do último grande conflito com o Hamas e que Israel ainda está lutando pela sua sobrevivência e direitos de existir e se defender. “Nossa paciência acabou”, disse ele que assumiu há exatamente uma semana o cargo pertenceu por mais de 12 anos a Benjamin Netanyahu.

“Nossos inimigos têm de saber: não iremos tolerar violência, não toleraremos lançamentos de foguetes mesmo que esporádicos e não iremos tolerar ou fechar os olhos para as ações de grupos rebeldes”, disse o Primeiro-ministro de Israel enfatizando que o grupo terrorista Hamas é o responsável e responderá por tudo aquilo que acontece na Faixa de Gaza e a partir dela. Isto, mesmo se as ações que coloquem em risco a população israelense forem arquitetas e executadas por grupos terroristas menores como a Jihad Islâmica Palestina, Brigadas Mujahadim etc.

“Não temos a intenção de ferir aqueles que não desejam nossa morte e não odiamos aquelas pessoas que são mantidas reféns por uma organização terrorista brutal e violenta”, disse Bennett ao lembrar que Israel faz e continuará fazendo o que estiver ao seu alcance para evitar que inocentes sejam feridos ou mortos.

O Primeiro-ministro prometeu ainda que seu governo se dedicará exaustivamente à libertação dos dois civis israelenses mantidos reféns pelo Hamas e para reaver os corpos dos soldados do IDF Hadar Goldin e Oron Shaul.