Primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, na Assembleia Geral das Nações Unidas (Avi Ohayon/GPO) Primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, na Assembleia Geral das Nações Unidas (Avi Ohayon/GPO)

Classificado pela mídia internacional como um nacionalista conservador de extrema-direita, o atual Primeiro-ministro de Israel disse que está à frente de um governo diversificado.


Por David Aghiarian, Unidos com Israel

Tel Aviv, 29/09/2021

 

Na última segunda-feira, momentos antes do início da festa de Shemini Atzeret em Jerusalém, Naftali Bennett subiu ao pódio da Assembleia Geral das Nações Unidas para falar ao mundo pela primeira vez desde que assumiu o cargo de Primeiro-ministro de Israel.

“Israel é um farol no mar turbulento. Um raio de democracia e diversidade, inovador por natureza e ansioso para contribuir com o mundo, apesar de estar em uma das mais difíceis vizinhanças do planeta. Somos uma nação milenar. Voltamos para o nosso lar ancestral. Revivemos nosso ascendente idioma. Restauramos nossa velha soberania. Israel é o milagre do renascimento judaico. O povo de Israel está vivo, a nação de Israel está viva e o Estado de Israel é o seu coração pulsante”, disse Bennett na abertura de seu discurso.

O primeiro discurso de Bennett na Assembleia Geral das Nações Unidas foi longo, durou aproximadamente 25 minutos, tempo que ele usou para provar para seu eleitorado que é capaz de calçar os sapatos de Benjamin Netanyahu.

Hoje líder da oposição, Netanyahu com seu inglês rebuscado, é considerado um orador extremamente hábil, capaz de hipnotizar plateias, chamar a atenção do mundo e estampar as capas dos principais jornais e revistas do planeta. Há aproximadamente 100 dias no cargo apenas, Bennett precisava conversar os israelenses de que existe alguém, além de Netanyahu, capaz de defender Israel no cenário internacional.

Durante o tempo que lhe foi concedido o Primeiro-ministro de Israel falou sobre a crise do coronavírus, defendeu a vacinação, manifestou-se contrário ao lockdown e condenou a polarização política classificando-a como uma “praga”.

“Nós podemos debater sem que haja ódio envolvido”, disse Naftali Bennett.

Classificado como um nacionalista de extrema-direita pela mídia internacional, Bennett lembrou ao mundo que está à frente de um governo diversificado, composto por pessoas de diferentes linhas e escolas e representantes de todas as esferas da sociedade israelense.

“Há aproximadamente 100 dias eu e meus parceiros formamos o governo mais diversificado da história de Israel. O que começou como um acidente político hoje se transformou em um propósito. E este propósito, é a união”, disse o premier israelense.

Líder de um governo que conta com representantes da direita e esquerda, laicos e religiosos, judeus, drusos e muçulmanos, Bennett defendeu o debate sadio classificando-o como um dos pilares do judaísmo e segredo do sucesso de Israel.

“Hoje nós nos sentamos juntos à mesa. Falamos uns aos outros com respeito, agimos com decência e trazemos a mensagem de que as coisas podem ser diferentes”, disse ele.

Além de investir contra a polarização política, o primeiro-ministro israelense dedicou grande parte do seu discurso para a ameaça iraniana e disse que chegou a hora do mundo agir.

“Palavras não fazem com que centrífugas nucleares parem de girar”, disse Bennett