Michelle Bachelet (AP/Amr Nabil) Michelle Bachelet (AP/Amr Nabil)

Comitê de “Direitos Humanos” da ONU cria “Lista Negra” e condena 112 empresas por atuarem em Israel.

David Aghiarian, Unidos com Israel

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos divulgou nesta quarta-feira (12) uma “Lista Negra” recriminando 112 empresas por estarem envolvidas em atividades comerciais em assentamentos judaicos na região da Cisjordânia.

A lista é fruto de uma resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovada em 2016. De acordo com a resolução da ONU em questão, o Alto Comissariado para os Direitos Humanos da instituição deveria criar um “banco de dados de todas as empresas envolvidas em atividades específicas relacionadas a assentamentos israelenses no território palestino ocupado”.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos é encabeçado pela ex-presidente chilena e líder do Partido Socialista do Chile, Michelle Bachelet. A hoje Alta Comissária da ONU para os Direitos humanos foi citada na Operação Lava Jato por Leo Pinheiro, dono da empreiteira OAS. Leo Pinheiro, disse ter pago 141 milhões de dólares para cobrir as dívidas de campanha de Michelle Bachelet a presidência do Chile em 2013. Ela nega as acusações.

Bachelet é uma importante aliada do ex-presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela justiça brasileira por crimes de corrupção. Em várias ocasiões, Bachelet criticou e questionou o sistema judiciário brasileiro por haver condenado Lula. Em 2018, ela chegou a assinar um manifesto a favor da campanha “Lula Livre”.

O governo israelense criticou veementemente a decisão de Michelle Bachelet e disse que a lista de empresas que mantém atividade comercial na região da Cisjordânia é uma ação que tem o objetivo de denigrir a imagem do Estado de Israel e promover o boicote, o desinvestimento e sanções (BDS) ao país.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que Bachelet, em várias ocasiões, se negou a encontra-se com um representante do governo israelense antes da divulgação da lista.

O Primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Mohammad Shtayyeh, comemorou a decisão da ONU. “Exigimos que as empresas fechem imediatamente suas sedes e filiais dentro de assentamentos israelenses, já que a presença delas contradiz resoluções internacionais e da ONU”, disse ele. Mohammad Shtayyeh só esqueceu de mencionar, que se essas empresas pararem de atuar na região da Cisjordânia, muitos palestinos perderão seus empregos.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticou o relatório, afirmando se tratar do trabalho de um “organismo tendencioso e sem influência”, referindo-se ao Alto Comissariado.

“Em vez de lidar com direitos humanos, este órgão está tentando manchar o nome de Israel. Rejeitamos qualquer tentativa desse tipo com toda a força e repugnância”, disse o premiê.