Foto: IDF Spokesman Unit

Na semana passada, o Exército de Israel (IDF), destruiu o mais importante túnel de ataque do Hezbollah. Esta, foi mais uma conquista da operação “Escudo do Norte” que foi planejada por mais de quatro anos.

David Aghiarian, Unidos com Israel

Em dezembro de 2018, o Exército de Israel deu início a operação “Escudo do Norte. Na ocasião, o Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a operação estava sendo planejada em segredo há três anos.

Segundo o Exército de Israel, a operação “Escudo do Norte” tinha como objetivo, encontrar e destruir os vários túneis que cruzavam a fronteira do Líbano com Israel. Por anos, esses túneis haviam sido escavados pela organização terrorista Hezbollah, e seriam usados para invadir Israel e atacar comunidades vizinhas a fronteira.

Os diversos túneis foram descobertos, graças aos esforços do IDF e dos serviços de inteligência israelenses. Recursos tecnológicos de última geração foram usados, para encontrar a exata localização dos túneis. A tecnologia, é semelhante àquela usada na fronteira com a Faixa de Gaza, onde o Hamas também constrói túneis, para invadir o território de Israel.

A operação “Escudo do Norte”, estava sendo arquitetada pelo Exército de Israel há anos e por muitas vezes foi adiada para permitir que o IDF pudesse se concentrar em outros fronts. Meses antes do início da operação, o General Gadi Eizenkot, antigo Estado-Maior do IDF, decidiu que o momento correto para o início da operação estava se aproximando e encontrou em Benjamin Netanyahu, um aliado.

A operação foi então planejada minuciosamente. A unidade de engenharia de guerra do IDF seria a responsável pela efetiva destruição dos túneis, enquanto a infantaria, tanques e artilharia, seriam usados, se necessário, para dar cobertura e garantir a segurança das tropas.

Com receio de uma retaliação por parte da organização terrorista Hezbollah, o Exército de Israel se preparou para uma verdadeira guerra. Afinal, os terroristas estavam prestes a perder o que pensavam ser sua mais secreta arma.

Soldados e tropas foram estrategicamente posicionas e reservistas foram convocados. A Defesa Civil, que em Israel é parte do IDF, estava em estado de alerta e pronta para evacuar as cidades e comunidades próximas a fronteira.

Dias antes da operação, alguns aliados, como a Rússia, foram informados e Israel finalmente pronto, para dar início a operação. Em 13 de dezembro de 2019, isso finalmente aconteceu.

Dias depois do início da operação, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano, a UNIFIL, confirmou a existência dos túneis que haviam sido cavados, muitos metros abaixo da superfície e cruzavam a fronteira entre o Líbano e Israel.

Em 19 de dezembro de 2019, o Conselho de Segurança da ONU, um órgão que claramente se opõe a Israel, confirmou: “Os túneis violam a soberania de Israel sobre o seu território.” À época, o Subsecretário-geral das Missões de Paz da ONU, chegou a dizer, que os túneis são uma violação da resolução 1701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Com a operação Escudo do Norte, o Exército de Israel conseguiu encontrar e neutralizar 6 túneis que penetravam o território israelense e ofereciam perigo imediato não apenas as forças de segurança, mas também a milhares de civis.

Oficialmente, a operação já terminou, mas os esforços para inutilizar completamente os túneis do Hezbollah continuam. Apenas na semana passada, o Exército de Israel destruiu o mais importante destes túneis. Para isso, foram usados aproximadamente, 600 caminhões de concreto.