Ismail Haniyeh à esquerda, com o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan (Presidential Press Service via AP, Pool) Ismail Haniyeh à esquerda, com o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan (Presidential Press Service via AP, Pool)

Além de Ismail Haniya, Khaled Mashal e Yahya Sinwar também mantiveram seus cargos e controlarão o grupo terrorista Hamas até 2025.


Por David Aghiarian, Unidos com Israel

Tel Aviv, 02/08/2021

 

Nesta segunda-feira (02) o Hamas emitiu um comunicado oficial confirmando a “reeleição” de Ismail Haniyeh para o cargo de líder da organização terrorista. Chefe do gabinete político do Hamas desde 2017, Haniyeh não pisa na Faixa de Gaza há aproximadamente 2 anos, período em que divide seu tempo entre uma confortável vida na Turquia e outra luxuosa no Catar.

Tentando dar legitimidade a reeleição de Ismail Haniyeh o Hamas mencionou em sua nota que “dezenas de milhares de pessoas” participaram da votação interna. Na prática, a liderança do Hamas é eleita pelo seu Conselho Shura e Haniyeh concorreu sozinho, sem adversários, ao cargo de Chefe do Gabinete Político da organização terrorista.

Hoje aos 58 anos de idade Ismail Haniyeh foi por anos o braço direito de Ahmed Yassim, um dos fundadores do Hamas. Ele seguirá à frente da organização terrorista que controla a Faixa de Gaza até 2025.

O Hamas também confirmou a reeleição de Khaled Mashal para o cargo de líder da organização terrorista no Exterior. Ele também não vive na Faixa da Gaza e depois de fugir de Damasco em razão da guerra civil, ele se estabeleceu em Doha no Catar.

O terrorista Mousa Abu Marzouk, que vive no Egito, também foi reeleito pelo Conselho Shura do Hamas e continuará no cargo de vice de Khaled Mashal.

Yehya Sinwar foi outro terrorista reeleito e continuará comandando o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza, cargo que herdou de Ismail Haniyeh em 2017.

As eleições internas também confirmaram Saleh Al-Arouri como líder do Hamas na Judeia e Samaria e de Salameh Katawi para o cargo de líder da organização terrorista nas penitenciárias israelenses.