Sulatan Attala (à esquerda) e Rami Shami (Shin Bet) Sulatan Attala (à esquerda) e Rami Shami (Shin Bet)

Cidadãos da Galileia foram recrutados pelo Hezbollah e encontravam-se na Turquia com seus comandantes, membros do grupo terrorista libanês.

 

Por Unidos com Israel

Tel Aviv, 21/03/2022

 

Israel desmantelou uma célula do Hezbollah que agia em seu território e prendeu quatro árabes-israelenses acusados de envolvimento com o grupo terrorista libanês.

Dois dos presos foram identificados como Sulatan Attala (55), morador da cidade drusa de Yarka, e Rami Shami, morador de Jadida, uma aldeia árabe na região norte de Israel. Ambos têm passagens pela polícia israelense por envolvimento com o tráfico de drogas.

De acordo com o Shin Bet, serviço de inteligência doméstico de Israel, Attala e Shami foram recrutados por agentes do Hezbollah para contrabandear armas e drogas para o território israelense. As armas, deveriam ser escondidas para serem usadas em atentados terroristas e no sequestro de judeus.

Os interlocutores do Hezbollah no território libanês foram identificados pelo Shin Bet como Akram e Hussein Sheet. Ambos são experientes contrabandistas de armas e drogas e vivem na aldeia de Kfarkela, no sul do Líbano.

Hussein Sheet já esteve preso em Israel.

A célula terrorista era controlada a partir de Beirute, capital do Líbano, pelo terrorista Hajj Khalil Harb. Apontado pelas Forças de Defesa de Israel como responsável pelas operações de tráfico internacional de armas e drogas do grupo terrorista libanês, Harb é muito a Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah.

Durante sua investigação o Shin Bet identificou que os integrantes da célula terrorista se encontraram na Turquia entre os dias 23 e 30 de novembro do ano passado. Na ocasião, Attala e Shami foram instruídos a recrutar cidadãos árabes-israelenses para fortalecer o grupo, agir na coleta de inteligência e realizar, quando instruídos, atentados terroristas.

Entre as missões dadas a Attala e Shami podemos citar por exemplo a de identificar alvos israelenses vulneráveis, que seriam bombardeados pelo Hezbollah ou pelo Irã, na ocasião de um conflito.

Os outros dois árabes-israelenses presos foram haviam sido recrutados para estes propósitos. Com a célula terrorista foi encontrada uma metralhadora MP5.

Um alto funcionário do Shin Bet citado pela rede de notícias Ynet disse que esta foi mais uma tentativa frustrada de recrutamento de cidadãos israelenses, muçulmanos e drusos, por grupos terroristas.

Os cidadãos israelenses presos pelo Shin Bet foram indiciados, acusados de envolvimento com atividades terroristas. Seus advogados negam as acusações e dizem que seus clientes não têm ligação com o Hezbollah ou qualquer outra organização terrorista.