Netanyahu e o Embaizador dos EUA em Israel, David Friedman, anunciam o acordo de paz firmado com o Marrocos (Foto: Caption/SocialMedia/IsraeliPM/GPO) Netanyahu e o Embaizador dos EUA em Israel, David Friedman, anunciam o acordo de paz firmado com o Marrocos (Foto: Caption/SocialMedia/IsraeliPM/GPO)

O Marrocos é o quarto país árabe a firmar um acordo de paz e normalização de suas relações diplomáticas com Israel em menos de 4 meses.


Por David Aghiarian, Unidos com Israel

Tel Aviv, 10/12/2020

 

O “time de nações que optaram pela paz e um futuro melhor para seus filhos”, do qual falou esta semana o Ministro das Relações Exteriores de Israel, Gabi Ashkenazi, ganhou um novo integrante nesta quinta-feira (10). Aproximadamente um mês antes de deixar a Casa Branca, Donald Trump, anunciou pelo Twitter que Israel e o Marrocos chegaram a um acordo de paz e decidiram normalizar suas relações diplomáticas e comerciais.

“Outro avanço histórico! Nossos dois amigos, Israel e o Reino do Marrocos, concordaram em normalizar suas relações diplomáticas. Este é um imenso avanço para o Oriente Médio”, tuitou o presidente americano.

Com esta decisão, o Marrocos tornou-se o quarto país muçulmano a chegar a um acordo de paz com Israel em aproximadamente 4 meses. Isto, depois dos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Sudão.

Em 1995, Israel e o Marrocos já haviam decido normalizar suas relações diplomáticas, mas no ano 2000, em função da Segunda Intifada, o país africano rompeu seus laços com Jerusalém.

No Muro das Lamentações em Jerusalém, durante a cerimônia de acendimento da primeira vela de Chanucá, o Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu agradeceu ao presidente americano e ao Rei do Marrocos, Mohammed VI, por mais este acordo de paz firmado no Oriente Médio.

Netanyahu disse que escritórios diplomáticos serão abertos pelos dois países, em Israel e no Marrocos, para acelerar o processo de assinatura de um tratado de paz formal. O acordo prevê ainda a instituição de voos diretos entre Tel Aviv e Rabat.

A comunidade judaica do Marrocos conta hoje com aproximadamente 3.000 membros. De lá, milhares de judeus escaparam após a criação do Estado de Israel com medo de serem perseguidos pela população, de maioria muçulmana. Apenas Israel, abrigou 250.000 destes refugiados, outros fugiram para os Estados Unidos, França e países da América do Sul, como o Brasil.