Shireen Abu Akleh (Screenshot/Youtube) Shireen Abu Akleh (Screenshot/Youtube)

Ministro das Relações Exteriores de Israel quer “investigação conjunta” para esclarecer de onde partiu o disparo que matou a jornalista Shireen Abu Akleh da rede Al Jazeera.


Por Unidos com Israel

Tel Aviv, 11/05/2022

 

A jornalista Shireen Abu Akleh de 51 anos, correspondente da rede Al-Jazeera, morreu na manhã desta quarta-feira (11) vítima de uma bala perdida durante uma troca de tiros entre soldados das Forças de Defesa de Israel e terroristas palestinos.

Abu Akleh cobria uma operação das Forças de Defesa de Israel, IDF na sigla em inglês, na cidade de Jenin quando foi baleada na cabeça. Ela usava um capacete e colete à prova de balas próprio para coberturas jornalísticas.

 

 

Em nota o Porta-voz do IDF, General Ran Kochav, disse que os soldados israelenses foram à cidade árabe de Jenin como parte de uma operação que visava a prisão de membros de grupos terroristas. Recebidos a tiros, granadas e coquetéis molotov os soldados israelenses responderam a agressão.

Além de Abu Akleh, outro jornalista palestino que trabalha para o jornal “Al Quds” também foi baleado, mas não corre risco de vida. Ele foi identificado como Ali Samoudi.

Ainda não se sabe quais dos lados foi o responsável pelos disparos que mataram a jornalista Shireen Abu Akleh e feriram Al Samoudi, mas isso não impediu que a rede Al Jazeera e outros canais de mídia internacional culpassem, sem qualquer prova, as forças israelenses.

O Porta-voz do IDF disse ainda que a morte da jornalista será apurada a fundo e o Ministro das Relações Exteriores de Israel, Yair Lapid, defendeu a abertura de um processo conjunto de investigação.

“Nós oferecemos aos palestinos que fosse instaurado um inquérito patológico conjunto para apurar a triste morte da jornalista Shireen Abu Akleh. Jornalistas devem ser protegidos em zonas de conflito e temos o dever de chegar à verdade”, disse o chanceler israelense.

Yair Lapid disse ainda que Israel “continuará agindo onde quer que seja necessário”, contra o terrorismo e para impedir o assassinato de israelenses.