Marcha da Vida (Screenshot/Youtube) Marcha da Vida (Screenshot/Youtube)

Centenas de delegações de todo o mundo e mais de 13 mil pessoas marcharam no campo de campo de concentração e extermínio de Auscwitz-Birkenau para no Dia do Holocausto, homenagear os 6 milhões de judeus brutalmente assassinados pelo nazismo.


Por Unidos com Israel

Jerusalém, 18/04/2023

 

A 35a Marcha da Vida foi celebrada nesta terça-feira (18) com milhares de pessoas percorrendo juntas os 3km que separam os campos nazistas de concentração e extermínio Auschwitz e Birkenau, na Polônia. Símbolo do Dia do Holocausto, ou Yom HaShoá em hebraico, a Marcha da Vida é acima de tudo um programa educacional destinado a manter viva a história de um povo que perdeu 6 milhões de seus integrantes para os horrores do nazismo.

Este ano a Marcha da Vida levou delegações judaicas de todo o mundo e mais de 13 mil pessoas à Polônia. Mais precisamente, ao símbolo maior das atrocidades nazista, à fábrica de mortes, o campo de concentração e extermínio Auschwitz-Birkenau. Lá, com bandeiras de Israel em suas mãos, ou envoltas em seus corpos, os participantes da marcha homenagearam as vítimas do nazismo.

 

 

Quarenta sobreviventes do Holocausto encabeçaram a Marcha da Vida deste ano que celebrou ainda a bravura judaica daqueles que apesar das probabilidades de vitória, levantaram-se contra as forças nazistas. Isto, em memória aos 80 anos do Levante do Gueto de Varsóvia em 1943, que vem sendo celebrado este ano.

 

 

Neto da sobrevivente Lily Ebert, que conta sua história no livro “A promessa de Lily”, Dov Forman disse que ficou surpreso com a quantidade de pessoas de todo o mundo que participaram da Marcha da Vida.

“Vi tantas bandeiras, muitas de Israel. É muito especial e acho que não teria esta experiência em qualquer outro lugar”, disse Dov, que é coautor da biografia de sua avó e usa as redes sociais para lutar contra o antissemitismo.

“Meu irmão serve como Soldado Solitário (Chayal Boded) nas Forças de Defesa de Israel e temos muito orgulho disso. Para mim e minha avó, que sobreviveu a este lugar, Israel sempre foi porto seguro. Quando você vê a bandeira, não há como não ficar orgulhoso, especialmente em um lugar como este”, disse Dov Forman.

Não há só judeus na Marcha da Vida, este ano, pela primeira vez, a ONG Sharaka levou jovens muçulmanos dos Emirados Árabes Unidos ao evento. Também observou-se a presença de muitos cristãos de todo o mundo.

 

 

Em uma cerimônia realizada em Auschwitz, durante a Marcha da Vida deste ano, foram acesas piras em memória aos 6 milhões de judeus assassinados pelo nazismo. Houve discursos, apresentações musicais, depoimentos de sobreviventes e foi celebrada a oração judaica fúnebre de “El Maleh Rahamim”.