Wojciech Olszański durante a manifestação antissemita em Kalisz (Screenshot/Youtube) Wojciech Olszański durante a manifestação antissemita em Kalisz (Screenshot/Youtube)

“O horrível incidente antissemita na Polônia é para os judeus de todo o mundo, uma lembrança da força do mal”, disse Lapid.


Por David Aghiarian, Unidos com Israel

Tel Aviv, 14/11/2021

 

Milhares de poloneses marcharam pelas ruas do país na última quinta-feira (11), em comemoração ao Dia da Independência na Polônia em manifestações organizadas por grupos de extrema-direita. Em alguns locais do país, demonstrações antissemitas e gritos de “morte aos judeus” foram ouvidos.

Na cidade de Kalisz por exemplo, uma multidão participou da marcha organizada pelo ator e ativista Wojciech Olszański. Durante o ato, gritos de “morte aos judeus” e “morte aos inimigos da pátria” foram entoados pelos manifestantes que queimaram ainda, um exemplar do Estatuto de Kalizs.

Emitido em 8 de setembro de 1264 pelo Duque Boleslau, “o Piedoso”, o Estatuto de Kalisz é um marco da luta contra o antissemitismo na Europa. Foi graças a este documento que pela primeira vez na história da Polônia os judeus passaram a ter uma posição legal, gozando de direitos e liberdade.

A manifestação na cidade de Kalisz contou ainda com gritos “Sim a Polônia e não a Polin”, uma referência ao nome do país europeu em hebraico e ao principal museu judaico de Varsóvia.

 

 

 

O incidente nas ruas de Kalisz foi condenado pelo Ministro das Relações Exteriores de Israel, Yair Lapid, através de um post nas redes sociais publicado na noite deste sábado.

“O horrível incidente antissemita na Polônia é para os judeus de todo o mundo, uma lembrança da força do mal”, disse Lapid.

O chanceler israelense disse ainda que as autoridades polonesas têm de condenar veementemente o ato antissemita e tomar as devidas providências legais contra os manifestantes.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Polônia disse que as manifestações do Dia da Independência foram “usadas para propagar ódio, antisemitismo e intolerância religiosa”. Já o ministro do interior Mariusz Kaminski disse esperar que “as pessoas que organizaram o vergonhoso e escandaloso ato em Kalisz no dia 11 de novembro sofram as devidas consequências legais. ”