Premier israelense Benjamin Netayahu durante pronunciamento nesta quarta-feira (Foto: Amos Ben-Gershom, GPO) Premier israelense Benjamin Netayahu durante pronunciamento nesta quarta-feira (Foto: Amos Ben-Gershom, GPO)

Decreto aprovado pelo governo israelense fecha sinagogas igrejas e mesquitas e proíbe que israelenses saiam às ruas. Medida contra o coronavírus é válida por 7 dias.

Por David Aghiarian, Unidos com Israel

Os ministros que compõe o governo de Benjamin Netanyahu aprovaram nesta quarta-feira (25), novas medidas contra a proliferação do coronavírus (COVID-19) em Israel. Através do decreto que entrou em vigor às 17h, o governo israelense amplia as medidas de isolamento e limita o direito de ir e vir da população.

De acordo com o decreto aprovado pelo governo, com respaldo jurídico e aprovação do Procurador Geral de Israel, os israelenses ficam proibidos de sair de suas casas e aqueles que transgredirem as regras estarão sujeitos a uma multa de 500 Shekels, aproximadamente 140 dólares.

Contudo, o decreto imposto à população israelense prevê algumas exceções e os cidadãos poderão sair de suas casas para comprar comida, medicamentos, receber atendimentos médicos e doar sangue. Além disso, sair de casa para manifestações políticas também é permitido, mas estas, deverão respeitar as normas de não aglomeração e demais determinações do Ministério da Saúde de Israel.

Para que os israelenses possam “respirar” e sair de suas casas com seus filhos e animais de estimação, o decreto prevê ainda que as pessoas poderão sair de suas casas por um “curto período, mas deverão permanecer em um raio de 100 metros de suas residências”.

Os transportes públicos foram reduzidos drasticamente e apenas 25% da frota de ônibus circula pelas ruas de Israel. Isto, para permitir a locomoção de idosos até os supermercados e farmácias e, a locomoção dos trabalhadores considerados essenciais. Táxis continuarão a circular mas não poderão levar mais de um passageiro ou um passageiro e um acompanhante quando isto for necessário por razões de saúde.

Pais de filhos divorciados, separados ou que não vivem na mesma casa também poderão sair de suas residências para levar as crianças ou adolescentes até a casa do outro genitor.

Apenas lojas do setor alimentício, farmacêutico e óticas estão abertas. Os demais estabelecimentos comerciais poderão operar apenas com sistema de entregas. Os comerciantes que decidirem violar as regras impostas pelo governo israelense terão suas lojas fechadas pela polícia e estarão sujeitos a uma multa de 5000 Shekels, o equivalente a 1400 dólares ou 7.000 reais.

 

Decreto fecha sinagogas, igrejas e mesquitas

Após estudo do Ministério da Saúde de Israel apontar que aproximadamente 30% dos casos de contágio local do coronavírus se deram em instituições religiosas, o governo incluiu sinagogas, igrejas e mesquitas na lista de estabelecimentos que deverão permanecer fechados. Pelo menos por um período de 7 dias, que poderá ser prolongado.

Assim, todos os israelenses, cristãos, muçulmanos ou judeus, só poderão rezar em conjunto em áreas externas, perto de suas casas e respeitando as normas de não aglomeração impostas pelo Ministério da Saúde. O decreto prevê que as reuniões religiosas, quaisquer que sejam, não poderão ter mais de 10 pessoas e que deverá ser respeitado um espaçamento de ao menos 2 metros entre os presentes.

Não há a proibição de se sair de casa ou deslocar-se para um serviço funeral.

Com o decreto, que em um primeiro momento estará em vigor por 7 dias, a polícia israelense ganhou poderes para multar os infratores e dispersar aglomerações.