Screenshot/Youtube Screenshot/Youtube

Durante o encontro o Presidente da Autoridade Palestina disse que Israel está confiscando ilegalmente propriedades da Igreja Católica.


Por Pessach Benson, United with Israel

 

O Papa Francisco recebeu na última quinta-feira (4) o Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Ambos se encontraram no Vaticano para uma reunião privada que durou aproximadamente 50 minutos.

Em uma nota à imprensa o Vaticano classificou o encontro como “cordial” e pediu que as negociações entre israelenses e palestinos fossem retomadas para se atingir a solução de dois Estados. Se necessário for, através da pressão da comunidade internacional.

“A respeito do processo de paz entre israelenses e palestinos, enfatizou-se a absoluta necessidade de se reativar o diálogo direto para que seja alcançada a solução de dois Estados, com a ajuda de um compromisso mais vigoroso da comunidade internacional”, diz a nota divulgada pelo Vaticano.

“Foi reafirmado que Jerusalém deve ser reconhecida por todos como um lugar de encontro e não de conflito, e que seu status deve preservar sua identidade e seu caráter universal como uma cidade sagrada para as três religiões abraâmicas”, continuou o comunicado papal.

De acordo com a Wafa News, rede oficial de notícias da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas conversou com o Papa Francisco e acusou Israel de estar confiscando propriedades palestinas e da Igreja. De acordo com o artigo, “inclusive por meio de vendas fraudulentas, particularmente na cidade antiga de Jerusalém.

A Wafa não deu mais detalhes sobre a acusação, mas a legislação palestina proibi a venda de imóveis para judeus e israelenses. Os infratores podem ser condenados à morte.

Em 2013, já sobre o controle do Papa Francisco, o Vaticano reconheceu oficialmente o Estado da Palestina. Mais tarde naquele ano, durante sua mensagem oficial de Natal, Mahmoud Abbas chegou a dizer que Jesus era palestino, para surpresa da comunidade internacional e silêncio da Igreja Católica.

Desde o estabelecimento da Autoridade Palestina em 1994, a comunidade cristã vivendo sob sua jurisdição vem diminuindo. Cristãos palestinos denunciam o roubo de terras por muçulmanos, assédio de mulheres cristãs, suas empresas sendo forçadas a pagar por proteção e alvo de impostos discriminatórios. Isto, além do frequente roubo e vandalização de igrejas.

Os cristãos também são alvo de sequestros, conversões forçadas e acusam o sistema jurídico da Autoridade Palestina de ser incapaz de defendê-los.

A indiferença da mídia ocidental para a situação da comunidade cristã palestina transforma sua vida em uma luta silenciosa.

A situação da comunidade cristão sob o domínio da Autoridade Palestina levou muitos ao êxodo da Terra Santa, especialmente da cidade de Belém. Antes do estabelecimento da Autoridade Palestina em 1994, os cristãos eram maioria na cidade e hoje representam apenas 20% da população.

A agenda de Mahmoud Abbas em Roma também inclui um encontro com o Presidente da Itália, Sergio Mattarella, e com o Primeiro-ministro, Mario Draghi.