Arquivo: Aiatolá Ali Khamenei e Saleh Al-Arouri, comandante das brigadas Al-Qasam, braço armado da organização terrorista Hamas. (Foto: Office of the Iranian Supreme Leader via AP) Arquivo: Aiatolá Ali Khamenei e Saleh Al-Arouri, comandante das brigadas Al-Qasam, braço armado da organização terrorista Hamas. (Foto: Office of the Iranian Supreme Leader via AP)

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Além de condenar este novo avanço à paz no Oriente Médio, o regime iraniano fez ameaças aos Emirados Árabes e à que apoiam o acordo.


Por David Aghiarian, Unidos com Israel

Tel Aviv, 15/08/2020

 

O regime iraniano, que prega abertamente a destruição do Estado de Israel, se posicionou novamente contra a paz no Oriente Médio. Através de uma nota, o Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que o acordo de paz firmado entre o governo de Israel e dos Emirados Árabes, por intermédio do governo dos Estados Unidos, é uma “vergonhosa medida de Abu Dhabi”.

“A República Islâmica do Irã considera a vergonhosa decisão de Abu Dhabi de normalizar as relações com o falso, ilegítimo e desumano regime sionista, um movimento perigoso”, diz a nota divulgada por Teerã.

Mas além de condenar o acordo de paz, o Ministério das Relações Exteriores do Irã faz ameaças aos Emirados Árabes, Estados Unidos e Israel. “Nós alertamos para qualquer interferência do regime sionista nas equações do Golfo Pérsico e declaramos que o governo dos emirados, e outros governos que se posicionaram ao seu lado, devem ter a responsabilidade de aceitar todas as consequências desta decisão”, diz a nota.

 

 

Enquanto isso, no sábado (15), durante um discurso transmitido pela televisão persa, o presidente iraniano Hassam Rouhani falou pela primeira vez sobre a acordo de paz entre Israel e os Emirados Árabes. Para ele, o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, o Xeque Muhammed Bin Zayed, “cometeu um grande erro”.

“Isto é uma traição aos palestinos, ao tornar-se amigo da entidade sionista (Israel), este país que é nosso vizinho (Emirados Árabes), transformou-se em um inimigo para os países da região e para o mundo muçulmano”, disse Houssein Rouhani, o presidente iraniano que é tido como um líder “moderado”.

Mas isso não bastou, a Guarda Revolucionário do Irã, responsável por manter o regime teocrático e opressor dos aiatolás no poder, classificou o acordo de paz entre Jerusalém e Abu Dhabi como um “erro histórico”.

“O fracasso será o desfecho desta ação diabólica que apenas acelerará a destruição da entidade sionista (Israel) e trará de volta os direitos dos palestinos”, diz a nota da Guarda Revolucionária do Irã.