Presidente do Irã (AP/Vahid Salemi, File) Presidente do Irã (AP/Vahid Salemi, File)

Em entrevista para a rede americana CBS o Presidente do Irã, Ibrahim Raisi, disse que o Holocausto deve ser investigado.


Por Unidos com Israel

Jerusalém, 19/09/2022

 

Às vésperas da Assembleia Geral das Nações Unidas o Presidente do Irã, Ebrahim Raisi, deu sua primeira entrevista para a mídia ocidental e aproveitou a oportunidade para atacar a memória dos 6 milhões de judeus assassinados pelo regime nazista durante o Terceiro Reich. Ele também disse que Israel é um “falso regime” e atacou os países árabes que normalizaram suas relações com Jerusalém através dos Acordos de Abraão.

Há pouco mais de um ano no poder, Ebrahim Raisi concedeu uma entrevista para a jornalista americana Lesley Stahl que foi veiculada no programa “60 minutos” da rede CBS. Stahl disse que foi obrigada a usar um véu e instruída a não interromper o presidente iraniano.

“Você acredita que o Holocausto tenha acontecido? Que 6 milhões de judeus tenham sido assassinados”, questionou a entrevistadora. A pergunta pode parecer trivial, mas o regime iraniano prega o negacionismo, recusa-se a admitir o Holocausto e defende a falácia de que este bárbaro episódio da história é uma invenção criada para o benefício dos judeus.

“Existem alguns sinais de que ele tenha acontecido. Assim, eles devem permitir que isto seja investigado e estudado”, respondeu o Presidente do Irã.

Em resposta a Ibrahim Raisi, o Primeiro-ministro de Israel, Yair Lapid, postou em suas redes sociais algumas fotos que mostram as atrocidades vividas pelo povo judeu durante o regime nazista. Na legenda, Lapid escreveu que aqueles era “alguns sinais” do Holocausto.

 

 

 

Em Londres para o funeral da rainha Elizabeth II o Presidente de Israel, Isaac Herzog, foi outro que usou as redes sociais para responder ao negacionismo defendido por Ebrahim Raisi e pelo regime iraniano.

“Sr. Raisi, em minha mesa em Jerusalém encontra-se esta foto. Os números falam por si mesmos”, disse Herzog ao postar uma foto que mostra o braço de uma sobrevivente do Holocausto em que foram tatuados os números de seu registro nos campos de concentração e extermínio nazistas.

 


 

Presidente do Museu e Memorial do Holocausto, Yad Vashem em Jerusalém, Dani Dayan classificou o presidente iraniano como um “antissemita desprezível”.

“Contestar a ocorrência do Holocausto é uma das mais horrendas formas de antissemitismo. Não é apenas um ataque aos judeus que estão vivos, mas a memória dos 6 milhões que foram assassinados”, disse Dayan.