Ilustração: Judeu observa flâmulas com suásticas nazistas no Memorial do Holocausto Yad Vashem em Jerusalém (Kevin Frayer/AP) Ilustração: Judeu observa flâmulas com suásticas nazistas no Memorial do Holocausto Yad Vashem em Jerusalém (Kevin Frayer/AP)

“Ninguém tem o direito de propagar racismo, ódio ou antissemitismo”, disse o governador Dan Andrews.


Por Unidos com Israel

Tel Aviv, 22/06/2022

 

O estado de Vitória, no sul da Austrália, aprovou uma lei que transforma em crime, a disposição pública e intencional de suásticas nazistas. Ela entrará em vigor dentro de seis meses.

A lei foi aprovada por ambas as casas do Congresso do Estado de Vitória, que tem Melbourne como sua capital, e penaliza aqueles que a violarem com até um ano de cadeia e multa. Esta, foi estipulada em 22.000 dólares australianos, algo em torno de R$78,700.

O movimento que motivou a constituição da lei começou logo depois que um casal hasteou uma bandeira nazista em frente à sua casa, o que gerou a revolta da população.

Outros estados australianos prometeram seguir o mesmo caminho e criminalizar a disposição pública da suástica nazista, símbolo do ódio contra judeus, ciganos, homossexuais e tanto outros grupos considerados inferiores por Adolph Hitler e seus seguidores.

A lei aprovada por Melbourne criminaliza apenas o uso da suástica nazista e estipula exceções para variações do símbolo que é usado por alguns grupos religiosos, como um emblema de paz. Entre estes grupos podemos citar o budismo, onde a suástica não representa apenas a paz, mas como prosperidade e boa sorte.

As autoridades de Vitória celebraram a aprovação da lei. A procuradora-geral Jaclyn Symes por exemplo, disse que este é um “momento de orgulho” para o estado.

“O símbolo nazista glorifica uma das ideologias mais odiosas da história – sua exibição pública não faz nada além de causar mais dor e divisão”, disse Symes em um comunicado.

Já o Primeiro-ministro do Estado de Vitória, Daniel Andrews, disse que “ninguém tem o direito de propagar racismo, ódio ou antissemitismo”