Benjamin Netanyahu, arquivo (Noam Revkin Fenton/Flash90) Noam Revkin Fenton/Flash90
Israeli PM Benjamin Netanyahu with a map from President Donald Trump. (Noam Revkin Fenton/Flash90)

“É proibido atacar civis inocentes. Atacar deliberadamente civis é um crime de guerra”, disse o Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Unidos com Israel

Com a entrada em vigor de um frágil cessar-fogo entre Israel e o grupo terroristas Jihad Islâmica, o Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se encontrou em Jerusalém, com uma delegação da organização pró-Israel AIPAC (Comitê Estados Unidos-Israel de Negócios Públicos).

Em seu discurso, Benjamin Netanyahu apontou as diferenças morais entre as táticas usadas pelo Exército de Defesa de Israel, o IDF, e a Jihad Islâmica, segundo maior grupo terroristas da Faixa de Gaza. Esta organização terrorista é responsável pelos mais de 450 foguetes lançados contra Israel na semana passada.

Benjamin Netanyahu disse que enquanto Israel faz todo o possível para evitar que haja civis inocentes entre as vítimas de seus ataques a alvos terroristas na faixa de Gaza, a Jihad Islâmica e o Hamas, apontam seus foguetes, deliberadamente, contra a população civil de Israel.

Netanyahu se referiu à operação “Cinturão Negro”, que matou na semana passada, o terrorista Baha Abu al-Ata, líder da Jihad Islâmica na Faixa de Gaza. De acordo com o Primeiro-ministro israelense, a luz verde para que o IDF bombardeasse o esconderijo do terrorista só foi dada depois que o Shin Bet, o serviço de inteligência de Israel, confirmou que não havia pessoas inocentes ou crianças no prédio. Com uma precisão cirúrgica, apenas o quarto de Baha Abu al-Ata foi bombardeado, e além do terrorista, o ataque tirou a vida apenas de mais uma pessoa, sua mulher que estava com ele na cama.

Horas depois do ataque e por mais de 48 horas, foguetes começaram a ser lançados desde a Faixa de Gaza contra as maiores cidades de Israel. Na mira da organização terrorista Jihad Islâmica, estavam civis inocentes, homens, mulheres e crianças que saiam de casa para mais um dia de aulas ou trabalho.

Netanyahu disse ainda, que: “pela lei internacional, é proibido atacar civis inocentes. Talvez em alguns casos você cruze esta linha acidentalmente, mas não se pode cruzá-la deliberadamente”, como fazem o Hamas, Jihad Islâmica e Hezbollah. “Atingir civis inocentes deliberadamente é um crime de guerra”, disse o Primeiro-ministro.

Bibi argumentou que além de cometer crimes de guerra ao atacar deliberadamente a população civil de Israel, diante das leis internacionais, os terroristas cometem outro crime marcial, este, contra a população civil de Gaza.

Segundo ele, ao usar a população civil de Gaza como escudo humano, “eles cometem mais um crime de guerra.”

“Eles sabem que evitamos atacar civis, então eles se escondem em áreas civis”, disse Netanyahu.

O Porta-voz do IDF informou, que durante os dias de conflito da semana passada, 25 terroristas foram mortos em ataques israelenses. Algum deles, minutos antes de lançarem foguetes contra Israel.