Netanyahu anuncia acordo com a Pfizer para a aquisição da vacina contra o coronavírus (Kobi Gideon/GPO) Netanyahu anuncia acordo com a Pfizer para a aquisição da vacina contra o coronavírus (Kobi Gideon/GPO)

Anúncio foi feito pelo premier Benjamin Netanyahu e vacinas da Pfizer são esperadas para janeiro.


Por David Aghiarian, Unidos com Israel

Tel Aviv, 14/11/2020

 

O governo israelense assinou um contrato com Pfizer para a aquisição de 8 milhões de doses da vacina contra o coronavírus desenvolvida pela farmacêutica americana em parceria com a empresa BioNTech. O anúncio de que o acordo havia sido fechado foi feito na tarde de sexta-feira (13), pelo Ministro da Saúde de Israel, Yuli Edelstein, e pelo Primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que há dias assumiu à frente das negociações para a aquisição da vacina.

Há aproximadamente uma semana, as empresas Pfizer e BioNTech anunciaram que a terceira e última etapa de testes de sua vacina, BNT162b2, havia comprovado que o medicamento tem uma eficácia de mais de 90% na prevenção da covid-19. Apesar de ainda não haver sido aprovada pelo FDA ou qualquer outro órgão sanitário internacional, muitos países já fecharam acordos similares para a aquisição desta vacina. Este é o caso por exemplo dos Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Canadá e Austrália.

Em uma entrevista recente para o jornal britânico The Guardian, o cientista e diretor executivo da empresa BioNtech, disse acreditar que a vacina desenvolvida por ele e sua esposa, Ozlen Tureci, em parceria com a Pfizer, colocará um fim da pandemia do coronavírus.

“Este é um grande dia para o Estado de Israel e um grande dia no caminho trilhado até a vitória sobre o coronavírus”, disse o Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que deixou claro que a vacina ainda precisa ser aprovada pelo FDA e pelo Ministério da Saúde de Israel. Segundo ele, as primeiras doses do medicamente chegarão a Israel em janeiro do ano que vem.

 

Vacina apenas para parte da população israelense, por hora

 

Com pouco mais de 9 milhões de cidadãos, Israel fez uma requisição à Pfizer para a compra de 18.5 milhões de doses de sua vacina contra o coronavírus. Esta, para surtir o efeito desejado, precisa ser administrada em duas doses por paciente em um intervalo de 7 dias.

No entanto, frente a capacidade produtiva da farmacêutica e dos acordos já firmados com outras nações, a Pfizer se negou, por hora, a comprometer-se com a entrega do total de doses solicitado por Israel.

Assim, o contrato inicial fechado entre a farmacêutica americana e o governo israelense prevê a compra de apenas 8 milhões de doses da vacina, quantidade suficiente para imunizar apenas parte da população. Diante deste cenário, aproximadamente 5.2 milhões de cidadãos e pouco mais de 50 mil imigrantes ilegais que aqui vivem, ficariam sem doses da vacina à sua disposição.

“Nós já temos contratos com outras empresas promissoras para a aquisição de vacinas. O objetivo é garantir a imunização de todos os cidadãos israelenses, sem exceção”, falou o premier Benjamin Netanyahu que disse ainda estar em contato com líderes mundiais para garantir o acesso de Israel a vacinas o quanto antes.

Com relação a isso, um acordo firmado em outubro deste ano com a Alemanha garantiu o acesso de Israel a vacina de Oxford, que vem sendo desenvolvida em parceria com a empresa AstraZeneca.

Além disso, o governo israelense aposta suas fichas também na vacina BriLife. Desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas Biológicas do Ministério da Defesa de Israel, a vacina foi anunciada como bastante promissora e a primeira fase de testes em seres humanos já começou.

As 8 milhões de doses da vacina encomendadas por Israel à Pfizer custarão 800 milhões de shekels aos cofres públicos. Ou seja, aproximadamente 28 dólares por dose e 56 dólares por paciente vacinado.