Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu cumprimenta o Presidente de Honduras, Juán Orlando Hernandez (Foto: Kobi Gideon/GPO) Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu cumprimenta o Presidente de Honduras, Juán Orlando Hernandez (Foto: Kobi Gideon/GPO)

Após abrir escritório comercial em Jerusalém, Honduras inclui o Hezbollah, aliado do Irã, em sua lista de organizações terroristas.

Unidos com Israel

No auge da crise militar entre os Estados Unidos e o Irã, o regime dos Aiatolás sofreu mais uma derrota nesta terça-feira. Enquanto Qassem Soliemani era enterrado, outro país anunciou que incluirá o Hezbollah em sua lista de organizações terroristas.

Nas Américas, depois de Estados Unidos, Canadá, Argentina e Paraguai, esta foi a vez de Honduras anunciar que o país reconhece o grupo xiita Hezbollah, aliado do regime iraniano no Líbano, como uma organização terrorista.

O anúncio foi feito pelo gabinete do Presidente de Honduras, Juán Orlándo Hernandez, e comemorado por Israel Katz, Ministro das Relações Exteriores de Israel.

“Acebei de ser informado que Honduras, nosso aliado, decidiu declarar o Hezbollah como uma organização terrorista e impor assim as devidas sanções contra a organização”, escreveu o Ministro das Relações Exteriores de Israel em suas redes sociais. “Esta decisão une Honduras a outros países da região, como a Argentina e o Paraguai, e do mundo”, escreveu ele.

Israel Katz disse ainda que o Ministério das Relações Exteriores de Israel trabalha incansavelmente para que mais países se unam aos Estados Unidos e tomem a mesma decisão. “Estamos esperando que a Austrália, a Alemanha e o Brasil façam o mesmo” e classifiquem o Hezbollah como uma organização terrorista.

Nos últimos dias, após a morte de seu mentor e líder, o general iraniano Qassem Soliemani, o grupo terrorista Hezbollah, em diversas ocasiões, ameaçou atacar Israel e bases militares dos Estados Unidos.

A resolução das Nações Unidas, de número 1701, tomada em 2006 e que colocou um fim a Guerra do Líbano, obriga o governo libanês a desarmar o grupo terrorista Hezbollah. Até hoje, isto não foi feito e graças ao apoio e financiamento do Irã, o Hezbollah se fortaleceu e tornou-se um enorme e poderoso exército, muito maior do que o debilitado exército libanês.