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Em meio à guerra com a Rússia a Ucrânia quer armas e o sistema de defesa antiaéreo israelense “Domo de Ferro”.


Por Unidos com Israel

Tel Aviv, 21/03/2022

 

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, discursou por videoconferência na noite deste domingo (20) para membros do Knesset, o parlamente de Israel, e em meio à guerra com a Rússia cobrou mais apoio de Jerusalém.

“Eu me pergunto por que não recebemos armas de vocês”, questionou o presidente ucraniano.

Zelenski classificou o sistema de defesa antiaéreo “Domo de Ferro” como o “melhor do mundo”, “poderoso” e disse que a Israel pode ajudar a Ucrânia enviando-o para Kiev.

“Vocês definitivamente podem nos ajudar a proteger nossas vidas, as vidas de ucranianos, de judeus ucranianos”, disse Zelenski.

Para que o presidente ucraniano pudesse discursar para os parlamentares israelenses uma sessão extraordinária virtual do Knesset, que está em recesso, teve de ser convocada. Ela foi presidida pelo Presidente do Knesset, Mickey Levy, que abriu os trabalhos e disse estar “rezando pela paz e o fim da guerra”.

Ao todo 129 parlamentares e ministros do governo israelense pararam para escutar o discurso do presidente Volodymir Zelensky que aproveitou a oportunidade para criticar a posição conciliadora adotada por Jerusalém.

Em uma mensagem direta ao Primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, e ao Ministro das Relações Exteriores, Yair Lapid, o presidente ucraniano disse Jerusalém deve escolher um lado e parar de apostar no papel de mediador do conflito entre Kiev e Moscou.

“O quê é isso? Indiferença? Premeditação? Ou mediação sem escolher um lado? Eu deixarei que vocês respondam esta pergunta. Mas, direi apenas uma coisa, a indiferença mata. Premeditações são geralmente feitas de forma errada e a mediação só pode ser feita entre Estados, não entre o bem e o mal”, disse Zelensky.

O tom agressivo do discurso foi recebido com estranheza por Israel. Em nenhum momento Zelensky agradeceu a ajuda humanitária enviada por Jerusalém ou mencionou o hospital de campanha israelense que está sendo erguido na cidade de Mostyska, próximo à fronteira com a Polônia. Ao invés disso o presidente ucraniano dedicou grande parte do tempo que lhe foi concedido fazendo alusões ao holocausto, em uma tentativa de igualar o sofrimento dos judeus sob o regime nazista e seu assassinato em massa, ao sofrimento do povo ucraniano em meio à guerra.

Em resposta a Zalenski o chanceler israelense Yair Lapid disse que Jerusalém continuará apoiando a Ucrânia “com o máximo que pudermos”.

“Nós continuaremos a dar assistência ao povo ucraniano com o máximo que pudermos e nunca daremos as costas ao sofrimento daqueles que conhecem os horrores da guerra”, disse Lapid.

O chanceler Yair Lapid reiterou ainda a condenação de Israel a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Israel, com a Rússia em sua fronteira, exercendo um papel moderador junto à Síria, Líbano e Irã, não pode dar-se ao luxo de entrar em confonto direto com Moscou. Por isso, tendo boas relações com ambas as partes do conflito, Jerusalém adotou a postura de mediador e pressiona o presidente Vladimir Putin a voltar à mesa de negociações.

 

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