O "esquadrão", como é conhecido a ala radical anti-Israel do partido democrata. (AP/J. Scott Applewhite, File) O "esquadrão", como é conhecido a ala radical anti-Israel do partido democrata. (AP/J. Scott Applewhite, File)

Auxílio dos Estados Unidos a Israel no valor de um bilhão de dólares seria destinado ao reabastecimento do sistema de defesa antiaéreo Domo de Ferro.


Por David Aghiarian, Unidos com Israel

Tel Aviv, 22/09/2021

 

A liderança do partido Democrata na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos removeu do plano orçamentário contínuo apresentado nesta terça-feira (21), uma cláusula que garantiria a Israel um auxílio financeiro no valor de 1 bilhão de dólares. Acertado entre o presidente Joe Biden e o primeiro-ministro Naftali Bennett, durante a visita deste último a Washington, o auxílio seria destinado ao reabastecimento do sistema de defesa antiaéreo Domo de Ferro.

O auxílio também havia sido acertado previamente entre o Secretário da Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, e o Ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz.

Após o último conflito entre Israel e o Hamas, em que milhares de foguetes foram lançados por grupos terroristas da Faixa de Gaza contra o território israelense, o sistema de defesa Domo de Ferro precisa ser reabastecido. Para isso, novos mísseis antiaéreos capazes de interceptar foguetes inimigos precisam ser adquiridos.

O auxílio garantiria a Israel a possibilidade de adquirir novas baterias antiaéreas para o sistema de defesa Domo de Ferro.

A cláusula que daria o auxílio a Israel foi removida do plano orçamentário federal que tenta manter o governo dos Estados Unidos funcionando até o final deste ano, por pressão e veto da ala progressista radical e anti-israelense do partido democrata. Este grupo de deputadas conhecido como “esquadrão” e formado pelas parlamentares Ilhan Omar, Rashida Tlaib, Ayanna Pressley e Alexandria Ocasio-Cortez, ameaçou votar contra o projeto orçamentário e derrubá-lo, caso nele estivesse incluso o auxílio à defesa de Israel.

Sem maioria e apoio dos republicanos, que votariam contra a projeto orçamentário em sua integridade para expor os problemas de governabilidade da administração Biden, a liderança democrata na câmara foi obrigada pelo esquadrão a descartar o auxílio financeiro a Israel para que a proposta tenha chances de ser aprovada. Se isto não acontecer até o final deste ano, há chances de um “shutdown”, ou paralização em português, do governo federal dos Estados Unidos.

Agora, a administração Biden terá de encontrar outra forma de enviar o auxílio a Israel. Isto, deverá poderá acontecer, de acordo com a liderança do partido democrata, através de um projeto de lei orçamentário exclusivo e bipartidário.

O Comitê de Relações Públicas Estados Unidos-Israel, AIPAC na sigla em inglês, criticou a decisão de vetar o auxílio à defesa de Israel e através de um post nas redes sociais disse que “extremistas no Congresso estão brincando de política com as vidas de israelenses e palestinos”.

“Exigir a exclusão do financiamento de um sistema de defesa que salva vidas é uma afronta a nossos valores, pode gerar um novo conflito e vai em direção oposto ao compromisso assumido por Biden e apoiado pela liderança do congresso”, diz um tweet publicado pela AIPAC.